domingo, 26 de junho de 2011

Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim o castigo
Eu nao te quero
Eu digo que nao te quero
E de noite
De noite sonho contigo

sábado, 25 de junho de 2011

Sufocar

E eu que pensei que não pudesse mais sentir dor, me enganei.
Sou surpreendido a cada dia, com uma nova demonstração da dor, no entanto, não saberia dizer qual é pior, a física ou a emocional. Talvez a emotiva, porque contra ela não existe medicamentos ao alcance das mãos.
Compreendi! Perdi minha essência,  a essência que tenho consciência de que tu apreciavas. Não precisará mais me espinafrar, te darei o tempo necessário que for.
Mas nunca te esqueças de mim.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Não era prá ser assim

Minha alma sangra, a dor de ferir um ser querido é infinitamente incomparável a qualquer dor que eu já tenha experimentado. A expectativa da perda só não é maior que meu pesar porque creio que vivi esses último dias em plena agonia, medo e desprezo.
Quando se despetala uma rara flor, o que nos fica é a sensação da morte.
Quebrei algo valioso demais prá mim e sei que não há reparo que possa fazer tudo ser como era no passado e a espera de um olhar menos duro e acusador, a espera da mera sombra de um sorriso me é angustiante.
Minha alma me abandonou no momento em que te feri ... me perdoa!

domingo, 19 de junho de 2011

Perdão

Perdão por eu ser tão intenso, impulsivo, desmedido.
Perdão por te querer demais e enlouquecer na ignorância do meu ser.
Nunca foi intensão magoar ou ferir meu bem querer, nunca...
Ferindo a ti abro chagas em mim, porque jamais quis ser autor de olhar tão triste e acusador.
Feri a quem amo, magoei e entristeci a ti sendo impulsivo e ciumento com seu amigo.
Perdão por não saber o valor daquela amizade.
Perdão por ser intenso o meu amor.
Só te posso  pedir perdão....

A Dama de Vermelho

Das trevas surgiu a dama...
Pegou-me de surpresa, reagi, gritei, jogou-me na 
cama de caçadora...
Tornei-me presa, estremeci me entreguei...
Num vermelho ambiente...
Sua língua de mulher...
Deixando-me saliente...
Percorreu todo o meu corpo...
Sem perguntar...
Você quer?
Mas mesmo reagindo...
Com todo esse conforto...
Encheu meu corpo de gozo...
E acabei sorrindo...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Adoráveis espinhos

Não sei escrever coisas belas, essa tarefa deixo para minha colaboradora, eu só sei escrever sobre o que penso e o que sinto e nesse instante sinto confusão.
Estou lutando contra sentimentos inevitáveis e prá falar a verdade, já nem sei se quero lutar contra.
Amo uma rosa carmim e essa rosa me oferece espinhos e eu me excito e deliro com esses espinhos, os espinhos fazem parte dessa rosa e adoro tudo o que a forma, tudo o que vem dela.
Sei que essa rosa tem veneno e que ela tem consciência de tudo o que me provoca, sei que também a intrigo e que provoco emoções e sensações enebriantes nela, porém, ela resiste.
Sei que é proibida e por isso mais a desejo.
Sei que provoco intrigas, mas nem me preocupo com isso, eu só a quero, apenas a quero.

sábado, 11 de junho de 2011

Esqueça a Vida

Esqueça o tempo,
ele não é meu senhor e aqui ele não reina
eu já o venci.
Entregue-se a mim,
inteiro, completamente a mim, porque teus olhos
gritam o quanto desejas sentir o beijo da morte.
Teu corpo treme visivelmente,
espasmos de prazer denunciam teus desejos lascívos.
Não pense em viver ao meu lado,
pois há muito a vida me abandonou e
tudo o que me resta
são vestígios de mim,
lembranças de um corpo outrora quente e vibrante.
Hoje, o gélido toque de meus dedos
e o mortífero ar que escapa da boca pecaminosa
são as tatuagens a dilacerarem teu fogoso coração.
Vem,
não pense em mais nada
e não tema a boca desejosa e vorax.
Entregue-se ao meu amor
que se traduz na fome insaciável de mais uma noite.