quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Não Tente
Eu não quero que você tente me compreender, eu só quero que você tente me dominar.
Não quero que você me ame, quero apenas que me domine.
Não quero sua atenção carinhosa e piedosa, quero que me domine.
Não quero seus beijos quentes, salientes, envolventes, sedutores, me domine.
Não tente... domine.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Superficial
Doce, pura inocência, angelical beleza e leveza, mascarando diabólicas intenções, bizarro apetite, demoníaca sedução, envolvente convite.
O Anjo e o Demônio, criaturas singulares e tão somente o mesmo ser.
Cada um de nós, com o seu bem e o seu mau, com suas criaturas noturnas, mas que muitos procuram esconder.
Não existe maldade sem a bondade e não há a bondade sem a maldade.
O que diferencia é a intensidade.
domingo, 11 de setembro de 2011
Domina-me
Todo meu desejo submetido aos caprichos teus,
todos os meus beijos endereçados à fome de teus lábios,
todos meus abraços conservados para teu corpo quente e latente,
Meus suspiros, meus uivos, meus gemidos
representantes do amor e desejo que vibra em mim
e que não me deixam conhecer a paz do humano normal
Minha fome anseia a fúria da tua essência feminina e voraz.
Domina meu corpo, minha vontade, minha alma.
Sou teu, sempre escravo, sempre amante, sempre vibrante.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Tua Carícia
A tua carícia é um laço,
seda colada à minha pele,
veludo que se estende
e se agarra às minhas pernas.
A tua carícia é um látego feroz
que me submete ao jugo do teu tempo
e do teu prazer.
A tua carícia solta
o mar enlouquecido
dos meus gemidos.
(Lourdes Espinola)
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Saudades
Se me quer, converta o caminho e volte.
E dos meus lábios maduros, colha o fruto.
Pois descobri, será sempre você meu Norte.
E dessa necessidade estranha, não me furto.
Vem, sussurra os versos da tua poesia.
Derreta o gelo dessa longa madrugada.
Soletrando meus sonhos, a pele acaricia.
Mergulha tua latência na alma represada.
Então entrarei em tuas frestas, teus vãos.
Te acolhendo feliz, lânguida em meu regaço.
E deitaremos as margens do nosso cansaço.
E quando outra vez na desmedida amplidão.
Se for e me deixar no silencio abissal, no breu.
Leve meu coração que será para sempre teu
E dos meus lábios maduros, colha o fruto.
Pois descobri, será sempre você meu Norte.
E dessa necessidade estranha, não me furto.
Vem, sussurra os versos da tua poesia.
Derreta o gelo dessa longa madrugada.
Soletrando meus sonhos, a pele acaricia.
Mergulha tua latência na alma represada.
Então entrarei em tuas frestas, teus vãos.
Te acolhendo feliz, lânguida em meu regaço.
E deitaremos as margens do nosso cansaço.
E quando outra vez na desmedida amplidão.
Se for e me deixar no silencio abissal, no breu.
Leve meu coração que será para sempre teu
domingo, 10 de julho de 2011
Papilon de Sangue
Tão bela, tão feroz e selvagem,
em tua transformação as amarguras transpiram em sangue.
Senhora da noite e dos prazeres ocultos.
Teus beijos, veneno que aprisiona.
Tuas carícias, torturas que dilaceram a alma.
Teu corpo, poço de desejo, armadilha
que encarcera sem julgamento.
Criatura encantada, que transforma,
que renova, que transluz.
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